Todos os dias, pelo menos uma vez por dia, pensamos “O que vou fazer para jantar? Será que engorda? Como vai ficar a roupa? Apetecia-me tanto um chocolate… Se eu não tivesse comido o hambúrguer estava bem mais magra”.

É sobre isto que vos queremos falar hoje. A nossa alimentação tem um lugar de destaque cada vez maior no stress do dia-a-dia. De facto, onde as pessoas se reúnem para festejar alguma data importante? Nos restaurantes. Quando estamos felizes, o que fazemos para comemorar? Provavelmente nutrimo-nos com alguma coisa de que gostamos muito. E quando estamos tristes? Pois é, refugiamo-nos nos chocolates e nas tão famosas “comfort foods”. É possível compreender que comer em excesso, vai para além do conceito de nutrir o nosso corpo, proporcionando-nos também momentos de grande prazer. Mas, também de culpa?

Durante os anos 50 e 60, o padrão corporal era bastante diferente do que é hoje em dia. Por exemplo, ícones como a Marilyn Monroe, hoje seriam considerados como tendo excesso de peso. A partir dos anos 80 começou a viver-se uma revolução no padrão corporal, sendo que mulheres e homens mais magros e tonificados começaram a ter grande evidência. Ainda hoje, o tipo de corpo considerado bonito é aquele que é elegante e esguio, muito embora os jovens comecem a ter opinião contrária, de que esses corpos são “tábuas”, dando preferência a “meninas com curvas”.

Estes fatores, transmitem uma grande pressão para que consigamos estar o mais perto do padrão de beleza. Infelizmente, tudo isto pode resultar numa relação negativa com a alimentação e com o corpo, para além de diminuir a nossa autoestima e causar-nos grande frustração.

Aqui chegamos à fase das dietas. O quê que eu posso fazer para ficar mais magra? Para ser socialmente aceite? Para ser igual à amiga, à prima, à vizinha? Podemos comer menos, fazer mais exercício, cortar todas aquelas coisas que adoramos, porque nos fazem engordar. Mas será que isto realmente funciona?

Recebo imensa correspondência de pessoas com problemas de excesso de peso e de imagem corporal distorcida. A maior parte faz dieta durante duas ou três semanas e depois para. Alguns estudos indicam que 95% das pessoas que fazem dieta acabam por interromper, sentindo-se culpadas e frustradas por terem desistido.

É natural que depois de uma fase de privação, como é o caso de muitas dietas restritivas, acabamos por passar por uma fase de compulsão, em que comemos tudo aquilo que não podíamos comer, talvez como castigo, para “tapar” algum vazio emocional ou para suprir uma necessidade de conforto e segurança. E depois surge a culpa, que faz com que nos sintamos mal relativamente à nossa imagem e a nós mesmos. Quantas vezes se sentiu um falhanço por não ter conseguido manter uma dieta?

Em segundo lugar, é importante compreender a relação que tem com o seu próprio corpo: o que gosta nele? O que gostaria de mudar? Gosta do que vê ao espelho? Neste aspeto é importante ressaltar que independentemente de todo o exercício e dietas que fizer, a sua relação consigo mesma não vai mudar enquanto não se começar a observar de maneira diferente. A alimentação e exercício não devem ser vistas como formas de punição por não gostar de si e querer mudar o que vê, mas sim atitudes que toma por ter amor próprio e querer cuidar bem de si, porque você merece.

Em terceiro lugar, é necessário compreender porquê que quer mudar. É natural não gostarmos de todas as nossas características, e não há problema em querer mudar algumas coisas em si. Porém, por vezes queremos mudar pelos outros: por nos chamarem de gordos, por vermos um modelo ou ator/atriz e querermos ser iguais a ela ou por nos querermos sentir mais pertencentes. Nestes casos, por mais que tentemos mudar, essa insatisfação connosco nunca irá desaparecer, porque nos estamos a focar no exterior e não em trabalhar a nossa relação connosco mesmos.

Após identificarmos estes 3 aspetos anteriores, poderá re-educar o seu cérebro, programando-o com frases positivas como “eu gosto do meu corpo; o meu corpo é bonito”. Acredite, com a sua aceitação, o padrão começa a mudar.

A gula não é mais do que uma necessidade de proteção. Se nos sentimos tristes ou inseguros tratamos logo de nos “encher de uma camada espessa de segurança, a gordura”. A maioria das vezes, o peso não tem a ver com o que comemos, mas sim como nos sentimos.

Já pensou em vez de fazer dieta, tentar perceber o que existe na sua vida, que o faz sentir inseguro? Podem ser diversos os fatores, trabalho, vida familiar, amorosa, social ou mesmo sexual.

Se é daquelas que tem peso a mais, então pare e pense “eu preciso de segurança porque estou inseguro”. É incrível como as nossa células reagem a padrões mentais. Se nos passarmos a sentir mais seguros, é como que se a gordura derretesse. Agora imagine o que anda a perder.

Comigo funciona assim também, sempre que sinto alguma insegurança ganho peso, e talvez por isso tenha sido uma adolescente com muito excesso de peso, devido à necessidade de proteção, de segurança de colo.

Hoje em dia, nas alturas mais stressantes, onde trabalho mais, que não tenho tempo para mim, reparo que engordo imediatamente. Nessa altura, paro e penso “Bárbara, está na hora de parar e teres tempo para ti. Acredita em ti e que consegues fazer tudo, cuidar de 3 filhos, acudir os teus adolescentes e pais, dar as tuas formações, há e ainda ser mulher que quer passar um fim de semana sozinha com marido. É tudo uma questão de planeamento, organização, eliminar desperdiçadores de tempo e definir prioridades, até sobra tempo😉”

O peso não é mais do que um efeito exterior do medo que se instala dentro de nós. Quando olhar para o espelho e vir o reflexo de uma pessoa gorda, lembre-se que esse é o velho padrão de pensamento. E de imediato afirme ao espelho “eu sou bonita, tenho um corpo bonito”.

Vamos iniciar abstinência do negativo e fazer a dieta do ppp (pensamentos positivos permanentes)?

Por fim, deixo duas sugestões:

1. Se mesmo depois do que leu considera começar uma dieta, e passado algum tempo desistir, não se culpe! Demonstre empatia e compreensão consigo mesmo. Você fez o que estava ao seu alcance, e é suficiente. O facto de ter conseguido seguir um plano alimentar diferente do que está acostumado e quebrar alguns hábitos já é uma vitória. Afinal, mudar padrões de comportamento que temos há anos não acontece da noite para o dia!

2. Quando olhar para o espelho e pensar que não gosta do que vê, faça o esforço para pensar em algumas coisas de que gosta em si. Pode parecer difícil, mas garanto-lhe que existem. Para além disto, reconheça que o seu corpo não é seu inimigo. Todas as marcas, cicatrizes, estrias, celulite, etc., que vemos e detestamos, são marcas das nossas vivências. Por exemplo: se tem estrias na barriga devido a uma gravidez, porquê detestar uma marca que ficou no seu corpo devido a uma fase tão bonita e feliz? Lembre-se também que o seu reflexo é o resultado de um velho padrão de pensamento.

Quando iniciamos o processo de mudança, é como se estivéssemos a plantar uma semente que no futuro se transformará numa realidade para si !

É uma opção criar hoje, a sua imagem mental do amanhã.

Boa Dieta PPP😉

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