Bárbara Ramos Dias -

Category Archives

6 Articles

Amar de mais pode ser um problema

Uma Relação Saudável

Ser individualmente inteligente não significa construir uma relação inteligente e saudável. Pessoas cultas podem construir uma relação irracional, falida emocionalmente, saturada de atritos, destituída de sensibilidade e troca. Casais saudáveis amam-se com um amor inteligente e não apenas com a emoção. Quem usa apenas o instrumento da emoção para sustentar um relacionamento corre o risco de ver os seus sentimentos a flutuar entre o deserto e os glaciares. Num momento, a pessoa vive as labaredas da paixão, noutro vive os glaciares dos atritos. Numa altura troca juras de amor, noutra troca golpes de ciúme. Hoje é dócil como um anjo, amanhã implacável como um carrasco.

A relação «desinteligente» é intensamente instável, enquanto a relação saudável, ainda que golpeada por focos de ansiedade, tem estabilidade. A relação desinteligente é saturada de tédio, enquanto a saudável tem uma aura de aventura. Na relação desinteligente, um é perito em reclamar do outro, enquanto, na relação saudável, um curva-se em agradecimento ao outro. Na relação desinteligente, os atores são individualistas, pensam apenas em si, enquanto, na saudável, os participantes são especialistas em tentar fazer o outro feliz. Na relação doente cobra–se muito e apoia-se pouco, na saudável dá-se muito e cobra-se pouco. Que tipo de casal o leitor forma: saudável ou doente, inteligente ou desinteligente?

Casais inteligentes têm uma mente madura, focam-se no essencial, na grandeza do afeto, na preferência pelo diálogo, pelo espetáculo do respeito mútuo, enquanto casais desinteligentes valorizam o trivial, discutem por tolices, dissipam a sua energia psíquica com pequenos estímulos stressantes, são rápidos a acusar-se e lentos a abraçar-se.

Casais inteligentes enriquecem o território da emoção, valorizam o que o dinheiro não pode comprar, enquanto casais desinteligentes, mesmo quando enriquecem, empobrecem. Como? Empobrecem dentro de si, pois dão uma importância excessiva àquilo que o dinheiro consegue conquistar e não a si próprios.
Casais inteligentes mapeiam e domesticam os vampiros emocionais que sugam a sua alegria, espontaneidade e romance, enquanto os casais desinteligentes escondem os fantasmas nos porões da sua mente.

Porquê que o meu filho é tão envergonhado?

O teu filho fica debaixo da tua saia, nas festas? Está permanentemente agarrado às tuas pernas? Prefere brincar sozinho na praia, enquanto as outras crianças, já ficaram os melhores amigas?

 

Acredita, isso não é motivo para alarme!

 

As crianças mais introvertidas, são as que se sentem mais invadidas. Apresentam pouca tolerância aos ambientes de festa e de grandes encontros com barulho. Muitas vezes, em casa são conversadores, brincalhões, mas quando vão a festas, não brincam, não falam e só olham para o chão.

 

Habitualmente, a timidez vem acompanhada da dificuldade de comunicação, ou seja, há uma recusa da oralidade. Sendo que este é o principal contato que nos liga aos outros.

Isto faz-nos pensar, que as crianças que são muito envergonhadas, sentem muita insegurança.

 

Melhorar a autoestima e confiança da criança, é a chave para o sucesso!

 

O que fazer para o ajudar?

 

  1. Elogia os progressos. Tanto pelo esforço como pelo resultado. O reforço positivo, é crucial.
  2. Sê modelo, ensina pelo exemplo, lembra-te que eles são o espelho do nosso comportamento. Explica que todos temos vergonha, mas que temos de aprender a superar
  3. Apoia os teus filhos em situações novas, mas sem superproteção, isso prejudica
  4. Incentivar pequenos paços, como pedir uma coisa quando vão ao café
  5. Promove a autonomia e independência. Deixa-o fazer as coisas sozinho, sem teres de estar sempre a ajudar
  6. Não critiques quando lê, dança, canta etc
  7. Não respondas pelo teu filho, quando um adulto lhe faz perguntas. Muito menos dias “coitadinho…tem vergonha”
  8. Não o forces a nada que não queira fazer, falar em frente aos outros para se fazer de “bonito”. Não o exponhas a algo que ele não goste
  9. Evita comparar o teu filho com outras crianças, primos, irmãos ou contigo mesmo. Lembra-te, cada indivíduo é único e especial, à sua maneira. Quando comparamos, eles percepcionam que nós gostaríamos que eles fossem como o outro e que não gostamos deles.
  10. Não leves a criança para ambientes muitos cheios e barulhentos. Isso desgasta-os. 
  11. Permite que o teu filho tenha momentos de isolamento. Isso serve, para que recarregue baterias.
  12. Não queiras que o teu filho impressione os teus amigos, professores ou familiares em eventos sociais, isso ainda lhe dá mais vergonha e não é um boneco.
  13. Aceita que queira ter poucos amigos, mas incentiva-o a conhecer novas pessoas. Em vez de exigires que a criança tenha vários amigos, valoriza e ensina-o a cultivar e saborear as amizades que já conquistou.
  14.  Ajuda-o a encontrar algo que lhe seja prazeroso. Os meninos introvertidos, gostam de focar as suas energias numa atividade que realmente apreciam
  15. Leva a criança à escola nos primeiros dias e mostra, para que se sinta segura
  16. Fala sempre olhos nos olhos
  17. Tem paciência budista

 

 

Lembra-te, uma criança confiante e segura, é uma criança com menor tendência a ser envergonhado em situações sociais, como falar em público ou pedir algo a terceiros.

 

Tens dúvidas? Envia e-mail ou faz comentário que eu respondo!

Dúvidas não trazem resultados!

 

Pepitas de alegria,

 

Bárbara Ramos Dias

Psicóloga Clínica, especialista em adolescentes 

Coach parental

Educar com ou sem tecnologia?

Há sempre vantagens e desvantagens para ambos

Há quem seja a favor e ate pense que é uma forma de culturização e fonte de convívio familiar. Outros defendem que é uma questão de saúde publica, ou seja a associação amarecina pediátrica em 2014, as crianças com menos de 2 anos não devem qq contato com nenhum aparelho eletrônico. E as com mais de 2, devem ter 2h apenas de contato diário

A mesma organização di que essas crianças correm maior risco de ser obesasagressivas e consumistas. Mas será assim causa efeito?

A meu ver o importante é regras, não mais de 2 horas dia, à noite não vão telemóveis para quarto, não há telemóveis na hora da refeição. O equilíbrio é a perfeição. 

Dar exemplo, os meus pais fazem e os miúdos cumprem, cedência de parte a parte. Se não miúdos dizem porque eu não posso se o pai passa também a vida no pc ou telefone?

Proibir não é solução, historia do fruto proibido o mais apetecido

 

Há quem diga que os adolescentes não estabelecem conversa com pais devido ao tempo exagerado ao telefone. A mim parece que isso acontece quando não se estabeleceu uma relação de confiança e partilha. Não partilham porque não aprenderam, eles são o nosso espelho. 

Há estudos que indicam que o uso abusivo causa alterações cerebrais a nível da inteligência não verbal, bem como perda de memoria espacial.

O ideal é usarem sim, mas também saltar a corda, fazer desenhos, jogos cartas e tabuleiro com pais…. É bom e divertido para todos. Mas isso temos de ser nos a ensinar. Se pelo contrario os deixamos enquanto pequenos no tablet para naõ chatear, gritar, para estarem sossegados porque nos estamos cansado, então eles aprendem e em adolescentes fazem o memo. Não sabem fazer mais nada. Pais percebem que é mais fácil comer de tablet ou tv. Distrair enquanto vão jantar fora com tablet ou smatphone, e depois queremos o quê?

 

Cabe a cada família definir regras e se sim ou não, e valorizar vantagens e desvantagens de cada…

Nos eua,  assinam contrato meio termo

A constante pressão dos professores, pais para alcançar a perfeição é constante e tem um impacto negativo na felicidade da crianças. Por um lado pais não tem tempo de qualidade com filhos para brincar. O castigo é o principal motivo de tristeza nas crianças. Por outro lado os valores positivos, amizade, relações sociais, familiares são incentivo para estilo de vida saudável e construção da felicidade das crianças.

 

Para educar crianças felizes

Ter ambiente familiar feliz e equilibrado

Incutir a importância da construção de relações saudáveis

Não incutir a perfeição, mas sim o esforço, haver tempo para brincar

Ser otimista

Educar a inteligência emocional e autodisciplina

Refeições família/jantar

Para educar crianças felizes

  • Ter ambiente familiar feliz e equilibrado
  • Incutir a importância da construção de relações saudáveis
  • Não incutir a perfeição, mas sim o esforço, haver tempo para brincar
  • Ser otimista
  • Educar a inteligência emocional e autodisciplina
  • Refeições família/jantar

Até aos 2 anos NÃO!

Depois dos 2 anos – 2h por dia;

Afeta: memória espacial

             inteligência não verbal

             agressividade

             obesidade infantil

              consumismo

A importância dos livros no desenvolvimento das crianças, não só em termos culturais, como emocionais e sociais

A leitura começa muito antes de as crianças saberem ler, por isso os livros devem fazer parte, desde cedo, do contexto infantil e familiar das crianças. Todo o contexto, quer familiar, quer educativo da criança deve proporcionar-lhe oportunidades que lhe permitam o contato com a leitura. Essas experiências agradáveis com a literatura devem ser convenientemente planeadas de modo a desenvolver na criança uma atitude positiva e de prazer pelos livros. Por isso, é papel dos pais e cuidadores introduzirem este hábito desde cedo, quer seja lendo para e com os filhos, ou dando o exemplo. O livro é um grande elo de aproximação entre pais e filhos, servindo como ferramenta para o diálogo, aprendizagem, além de ser um momento único de carinho, afeto e troca.

A leitura desempenha um papel educativo, recreativo e cultural. Um livro pode ser uma fonte de prazer, no entanto poderá ter uma ação mais profunda por ser uma fonte de enriquecimento, que favorece o desenvolvimento, a criatividade, a imaginação, o sentido crítico, a empatia, e permite que a criança entre em contato com o pensamento humano. Através da leitura, a criança aprende a língua, aumenta a cultura geral e expande os seus horizontes.

Na infância, a leitura é extremamente importante, pois é capaz de provocar sentimentos (promovendo competências de gestão emocional), promover associação do mundo imaginário a situações que as crianças vivem no cotidiano, ampliar a compreensão da realidade.  

 

10 Benefícios em ler com seus filhos:

  1. A empatia despertada pela narrativa gera uma reflexão para a criança e estimula seu desenvolvimento emocional;
  2. Aumenta a capacidade de concentração e atenção;
  3. Estimula a criatividade e as habilidades linguísticas, de memória e conhecimento dos pequenos;
  4. Amplia o vocabulário da criança;
  5. Ajuda no desenvolvimento da linguagem tanto escrita quanto oral;
  6. Aumenta a habilidade da escuta ativa;
  7. Estimula a imaginação e aguça a curiosidade;
  8. Provoca o senso crítico da criança;
  9. Ampliam várias conexões cerebrais que despertam hormonas do prazer e do relaxamento;
  10. Ajuda a criança a relaxar e a dormir melhor.

A culpa de ter culpa

Todos nós já vimos a típica publicidade de mulheres e homens super-heróis. Conseguem acordar cedo, fazer exercício, tomar um pequeno-almoço saudável com ovos, fruta fresca e pão feito em casa sem glúten, levar os filhos à escola, ir para o trabalho e ser produtivo durante as oito horas obrigatórias, voltar para casa, fazer jantar e ainda ter tempo para os filhos e companheiro, para no dia seguinte repetirem a mesma rotina perfeita. Quer sorte, mas nem todos assim, e ainda bem, somos humanos!

Basta sairmos de casa, ligarmos o rádio ou a televisão para sermos bombardeados com anúncios que nos apelam a ser diferentes do que realmente somos.  A verdade é que estes estímulos levam a que nos sintamos insuficientes, que tentemos alcançar um padrão inalcançável, que se traduz em insatisfação, frustração, e falta de confiança nas nossas vidas. 

“Realmente, eu poderia trabalhar mais, eu poderia dar mais atenção aos meus filhos, eu poderia emagrecer aqueles 5 quilos a mais. Hoje em dia, com a enorme quantidade de informações às quais temos acesso, é natural sentir culpa por comer o chocolate de que tanto gosta, por tirar um dia de folga ou por não ter tempo para dar a atenção que desejava a alguém….”, entramos na ditadura do “devo/tenho que, devia, se eu quisesse eu podia. O que nos leva a pensar: “quero realmente” e caímos no poço do perfeccionismo, no qual defeitos não são aceitáveis e erros são imperdoáveis. Parece não haver meio termo: ou se é perfeito e faz-se tudo bem, ou não se é nada. Feliz ou infelizmente, a busca pela perfeição é irrealista e só nos traz frustração e sentimentos de fracasso. Erros fazem parte da vida; são os erros que nos ajudam a crescer e a aprender a ser e fazer cada vez melhor. Se não erramos, é porque não experimentamos, porque não arriscamos e vivemos.. 

Uma das consequências certas do perfeccionismo é a culpa: culpa por não ter tempo para tudo, culpa por não ser boa mãe, culpa por não conseguir ser melhor, culpa por não conseguir corresponder a todas as expectativas que depositam em nós. Enfim, culpa por sentir culpa. Este sentimento surge quando valorizamos muito as nossas falhas, erros e imperfeições em vez de apreciar todos os aspetos bons que temos e de que nos devemos orgulhar.  É só trocar o ponto de foco, do negativo para o positivo.

É o autojulgamento que leva à culpa. Este é um sentimento de remorso que experienciamos por algo que fizemos ou sobre o qual nos sentimos responsáveis. Isto pode tirar-nos o sono e uma boa parte da nossa autoestima por não nos sentirmos suficientes. 

Por exemplo, se tem filhos deve rever-se na situação de alternar todo o tempo sentimentos contraditórios, como o amor incondicional e uma culpa atroz por achar que não faz o suficiente por eles.  Muitas vezes, em consulta, chegam-me pacientes, (habitualmente mães) que falam da culpa que sentem de não ter tempo para os filhos, não ter paciência ou de, por vezes, não apetecer “celebrar” o amor, ou culpa de gritarem muito, de estar sempre cansadas. Vamos parar e pensar: se dedicarmos algum tempo do nosso dia- nem que sejam 10 minutos- a nós mesmos e a fazer alguma coisa de que realmente gostamos, não teremos mais disponibilidade para os outros que nos rodeiam?

 Faça uma pausa e faça uma lista de pelo menos três coisas de que gosta de fazer. Já as anotou? Agora pense numa altura do dia em que tenha mais disponibilidade e probabilidade de as conseguir fazer, um momento só seu durante o dia. Não é difícil, é uma questão de gerir o seu tempo, organizar-se e falar com as pessoas com quem mais convive sobre a necessidade de reservar uns minutinhos consigo mesma. Isto não é um ato de egoísmo, mas sim de amor-próprio.

Nos tempos atuais, a maioria de nós é muito atarefada, envolvida em atividades profissionais, sociais, estudos, tarefas do lar, e claro, com os cuidados com os nossos pequenos. Devido a isto, muitas mulheres sentem-se culpadas por não poderem participar tanto na vida dos filhos quanto gostariam. Na nossa sociedade instituiu-se o seguinte: o pai sai para trabalhar e a mãe fica com as crianças. Esta premissa já sofreu grandes mudanças mas ainda hoje são as mulheres que se sentem responsáveis pelos cuidados com os filhos. É um resquício de passado que infelizmente ainda se mantém nos dias de hoje. 

Ao invés de se afundar em culpa, deve refletir sobre alguns aspetos envolvidos neste sentimento:

  • Diferencie o que você gostaria de dar aos seus filhos em termos de dedicação de tempo e carinho, do que eles realmente precisam. 
  • Lembre-se de que períodos de separação- quando não exagerados- são saudáveis e contribuem  para a relação. 
  • Não se esqueça de que crianças têm alto poder de adaptação. 
  • Saiba que mesmo filhos que passam muito tempo com as mães pedem para ficar ainda mais tempo com elas.
  • Quando estiver com os seus pequenos, esteja presente no momento, saboreie e aproveite cada momento.

É humanamente impossível dar conta de tantas cobranças, expectativas e responsabilidades que colocam sobre nós, tornando-nos culpados e devedores de dívidas impagáveis que nem sempre fomos nós que criamos. Essas cobranças surgem da sociedade. 

Outra das grandes fontes de culpa que observo nas minhas pacientes é o ócio, o momento só delas. Ainda hoje temos dificuldade em usar os momentos ociosos e decidir o que fazer com eles. Tempo livre virou sinónimo de tempo que ainda não foi preenchido por alguma atividade produtiva. O trabalho tornou-se ubíquo com a ajuda do smartphone, e o período de lazer tornou-se, como alguns chamam, “a terceira jornada” em que corremos atrás do entretenimento como se fosse uma tarefa obrigatória, um momento a ser vivido ao máximo, de buscar intensas experiências.  Mas e o descanso? E o prazer?

O ócio, o prazer de fazer absolutamente nada, foi totalmente engolido pela rotina agitada do dia-a-dia. Ter pavor de férias e considerar-se inútil ao “estar à toa” são sentimentos cada vez mais comuns.  Quanto mais desenvolvemos táticas de fuga para não ficarmos sozinhos com os pensamentos, mais surgem movimentos, estudos e especialistas que reforçam a importância do tempo livre para fazer o que se gosta e o que se quer, e o mais importante: sem culpa e sem qualquer objetivo. O grande problema é ocupar-se compulsivamente. 

O ócio, no seu sentido mais puro, é o luxo de poucos.: “Tem de se impor, delimitar os horários e dizer, este é o meu momento comigo mesmo.” A maioria das pessoas se atém aos mesmos programas de sempre: churrasco, tv, internet. Durante o tempo livre, as atividades são buscadas por uma característica cultural, comodidade, modismo ou para agradar amigos e família e não para o próprio bem. Porém, a grande sacada é encontrar alguma atividade que agregue aprendizado intrinsecamente. São momentos que exigem exatamente a energia e habilidade que a pessoa está disposta a desprender. Isso proporciona uma calibragem, o equilíbrio do próprio ser.

Ouvimos muito em consultório as expressões: “o tempo é curto” os dias estão a passar muito rápido, “não tenho tempo”. Talvez você mesmo já tenha usado estas expressões quando não conseguiu finalizar alguma tarefa ou quando ficou sobrecarregado no trabalho. Mas compreenda que o tempo não mudou, ele ainda é o mesmo para todos nós. A sensação de que o tempo está acelerado, na verdade, é a percepção que temos em determinado momento, conforme o nosso estado mental. O que tem aumentado são os compromissos, os desafios, a concorrência entre as empresas, a quantidade de informações e de responsabilidade no trabalho e na vida. O que acelera é o ritmo da vida. 

O tempo é neutro, são 86.400 segundos, 1.440 minutos e 24horas por dia para todos nós. Então as lamentações de falta de tempo e a culpa  não nos vão ajudar a lidar com as pressões do quotidiano. Basta! É preciso aprender a gerir-se a si mesmo, a controlar a ansiedade, saber dizer não às coisas que não são importantes em determinados momentos, abandonar a procrastinação e trocar a pressa por competência, pois a pressa é sinónimo de despreparo e desorganização. Também é necessário aprender a administrar melhor as tarefas, aprender a organizar-se e a planear melhor.  Ninguém tem o poder de mudar o tempo, a maneira como nos organizamos é que determina o nosso êxito. Por outro lado, é essencial aprender a trabalhar em equipa. Quando sabemos trabalhar em equipa somos mais produtivos. As pressões do dia-a-dia são superadas com mais facilidade quando existe um grupo de pessoas conscientes da importância da união, do foco comum e da boa comunicação entre elas para otimizar os resultados. Não queira abraçar o mundo. Divida as tarefas maiores em pequenas etapas. Delegue quando for necessário. Temos que nos lembrar que o sucesso não se alcança sozinho. Não confunda emergência (imediatamente) com urgência (é inadiável- não se pode adiar durante algum tempo). Se está cheio de tarefas urgentes, faça um mapeamento para identificar as causas dessas urgências. Na maioria das vezes as tarefas são urgentes porque eram importantes, mas, por falta de organização, planeamento, ou comunicação, tornam-se urgentes. Por isto, planeie as tarefas importantes, definindo um prazo de execução. Tenha foco e termine o que começou. Observe os seus hábitos, você pode estar permitindo alguns desperdiçadores de tempo que tiram o foco.  Saiba trabalhar com antecipação. Isso não significa atrair problemas, ou viver focado demasiadamente no futuro, mas é visualizar as soluções com intuito de se preparar para dar a melhor resposta diante dos desafios que surgirão. 

A culpa é omnipresente, todos nós carregamos um pouco desse mal nas nossas vidas. Porém, sentir-se culpado não resolve problemas, pelo contrário, o sentimento de culpa pode causar-nos diversas dificuldades como: autopunição, submissão, estagnação, depressão e dificuldade em sentir prazer. 

 

Dicas “Livre-se da culpa”:

  1. Aceite as suas imperfeições; 
  2. Desenvolva a auto responsabilidade. Cuide-se, aceite-se e ame-se e assuma a responsabilidade dos seus atos.
  3. Não viva da aprovação alheia. 
  4. Viva no presente! A culpa é um sentimento que vem do passado. Mude as suas atitudes do presente e crie um novo futuro para si. 
  5. Saiba que há coisas que estão fora do seu controlo, não tem de sentir culpa por isso. 
  6. Escreva sentimentos num diário (e.g.: estou a sentir-me sobrecarregado pela culpa e tristeza. Não consigo parar de pensar nisso. A tensão está a causar-me dores de cabeça e mal estar”)
  7. Esclareça exatamente o motivo pelo qual se sente culpado e aceite-o
  8. Reflita sobre a possibilidade de modificar a forma como age
  9. Escreva frases que expressem a culpa e transforme-as em declarações de gratidão. As declarações de culpa começam frequentemente com “eu devia…”. Transforme estas declarações em frases que enfatizem a gratidão (ex.: transforme “eu deveria ter sido menos critica com o meu marido quando estávamos juntos” em “eu aprendi que não devo ser tão critica em minhas futuras relações”
  10. Faça afirmações diárias, declarações positivas e encorajadoras. Este método pode ajudá-lo a melhorar a autoestima e amor próprio (ex.:“sou uma boa pessoa, e mereço o perdão pelas minhas ações no passado”). Estas declarações podem ajudá-lo a dar um novo significado às suas ações e experiências.
  11. A culpa pode ser uma importante ferramenta de aprendizado para o futuro. Retirar uma lição do ocorrido pode torna-lo mais sábio. 
  12. A culpa pode tornar uma pessoa mais empática, quando ela reconhece danos das suas ações, percebendo como elas afetam os outros.
  13. É impossível mudar o passado, mas você pode escolher a maneira pela qual o passado afeta o presente e futuro. 

Ruminar sentimentos negativos de culpa pode levar a níveis prejudiciais de autodepreciarão.

 

Desafio diário:

Desafio: olhe-se ao espelho uma vez por dia e faça um elogio.

Desafio: crie uma lista de todas as coisas que já realizou na vida e celebre-as.

Desafio: finja por alguns instantes que perdeu a memoria e faça as seguintes perguntas: onde estou? O que está a acontecer neste exato momento? Como me sinto?

  Não é impossível fazer as pazes consigo mesmo, parar de se sentir culpado em vão. Temos que começar a sentirmo-nos como alguém único, autêntico e cheio de coisas boas. Quais são as suas? Você é única e não se importe com a rejeição, porque a sua autenticidade atrai as pessoas que a merecem e os outros não interessa! Fazer as pazes é possível, mas demora tempo. É difícil mudar padrões que duram há tanto tempo e é preciso paciência e um esforço ativo para os conseguir alterar. Não desista de si! Fazer as pazes conosco próprios não tem só a ver com o superficial mas com todas as crenças que nos foram incutidas ao longo da vida. Quais são as suas crenças acerca de si? Deite fora as crenças falsas acerca de si (de que não é merecedor de felicidade e paz). É hora de nos livrarmos desse grande peso, parar de nos culparmos e querermos ser iguais aos outros.  Até porque, será que os outros são perfeitos? Será que o que os outros aparentam é a realidade?

A culpa não nos pertence, por isso podemos abandoná-la a qualquer momento! Liberte-se das suas culpas, e substitua agradecimentos. A culpa nunca fará de si o ator principal, pois rouba sua a autoestima, coragem, alegria de viver e, o pior, transformá-la-á numa vitima cheia de amargura, insegurança e lamentação. 

Percorrer este caminho sozinha é mais duro! Sente que os sentimentos de culpa são avassaladores? Teremos o maior prazer em ouvi-la e ajudar a ultrapassar momentos mais difíceis. Pode contar conosco e tire as suas dúvidas, porque incertezas não traem resultados.

Dúvidas não traem resultados,

Bárbara Ramos Dias

Porque as crianças e adolescentes são agressivos?

Porque as crianças e adolescentes são agressivos?

“Não ponhas isso ai; não faças isso; tira os pés já; não faças aquilo; para quieto; vem já comer; levanta-te; deita-te; vai tomar banho; vai lavar os dentes, vão ficar todos podres; não estudas nada, depois vais ver o que te vai acontecer…; só fazes disparates… não fazes nada de jeito…”. Pois é, as nossas crianças passam a vida a ouvir frases idênticas a estas. Depois queixamos-nos que são agressivos?

A maior parte das vezes, o comportamento agressivo da criança ou adolescente, não é mais do que um pedido de SOCORRO. Elas estão num sofrimento psíquico gigante. É a forma que conhecem para mostrar descontentamento.

Os Psicólogos, através de ferramentas e técnicas específicas, conseguem ensinar a transmutar esta raiva e agressividade. Mas aqui o papel da família, é crucial. Se a família não estiver envolvida em todo o processo, dificilmente teremos SUCESSO NO TRATAMENTO.

CAUSAS:

. Falta de regras e limites firmes. As crianças que não conseguem receber um “não” em criança, em adolescentes recorrem à agressividade para expressar o que sentem. Por vezes, tornam-se até arrogantes e inseguros.

. Verem os pais a discutir, gritar, agredirem-se ou com ataques de raiva. Lembra-te, eles são o espelho do nosso comportamento.

. Ceder às birras. Reforça a ideia de que os gritos, são o caminho para atingir os objetivos.

. Forma que conhecem, para pedir ajuda.

. Ingerir excesso de açucares, nomeadamente refrigerantes.

. Tempo excessivo nos vídeo jogos, tv ou telemóvel. Não devem passar de 1 hora diária.

COMO AGIR:

. Dê exemplo. Bons adubos, originam plantas saudáveis.

. Ouçam o que eles têm para dizer. Conversem, tirem dúvidas, o diálogo é crucial.

. Não dês grandes sermões. Sê direto, claro e conciso.

. Evite gritar. Isso reforça a sua aprendizagem.

. Determina regras e limites, bem definidos, e não cedas. Diz claramente o que pode e não pode ser feito. Deixa bem definido as consequências do não cumprimento das regaras.

. Evita bater, isso estimula a agressividade.

. Ensina a lidar com a raiva. Mostre alternativas para descarregar a raiva, como dançar, brincar, desenhar, escrever e riscar, dar murros em almofadas, ou mesmo fazer desporto.

. Elogia o bom comportamento. Sempre que conseguir controlar a raiva, elogia a sua força. Isso dá-lhe motivação e reforça a atitude positiva.

. Dá muito carinho, beijinhos e abracinhos. A maior parte das vezes, é só o que precisam. Lembra-te que é um pedido de socorro, sentem que não são amados. Então, demonstra que te preocupas, que gostas e dá colo.

SINAIS DE ALERTA:

. Destruir objetos. Por exemplo, partir o que encontra pela frente.

. Cortar-se, magoar-se, bater com cabeça na parede.

. Desobediência. Isto é, fingir que não ouve o que lhe dizes.

. Mentira. Mentir para diminuir castigos ou punições e para obter ganhos.

. Fugir.

. Crueldade, como magoar propositadamente pessoas ou animais. Ou seja, provocar sofrimento alheio.

NOTA IMPORTANTE:

Crianças que sentem a CASA COMO O SEU “NINHO”, o seu refúgio, E OS PAIS COMO PROTETORES, dificilmente adotam condutas agressivas.

Tens dúvidas? Pergunta que eu respondo!

Pepitas de alegria,

Bárbara