Bárbara Ramos Dias -

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Amar de mais pode ser um problema

Uma Relação Saudável

Ser individualmente inteligente não significa construir uma relação inteligente e saudável. Pessoas cultas podem construir uma relação irracional, falida emocionalmente, saturada de atritos, destituída de sensibilidade e troca. Casais saudáveis amam-se com um amor inteligente e não apenas com a emoção. Quem usa apenas o instrumento da emoção para sustentar um relacionamento corre o risco de ver os seus sentimentos a flutuar entre o deserto e os glaciares. Num momento, a pessoa vive as labaredas da paixão, noutro vive os glaciares dos atritos. Numa altura troca juras de amor, noutra troca golpes de ciúme. Hoje é dócil como um anjo, amanhã implacável como um carrasco.

A relação «desinteligente» é intensamente instável, enquanto a relação saudável, ainda que golpeada por focos de ansiedade, tem estabilidade. A relação desinteligente é saturada de tédio, enquanto a saudável tem uma aura de aventura. Na relação desinteligente, um é perito em reclamar do outro, enquanto, na relação saudável, um curva-se em agradecimento ao outro. Na relação desinteligente, os atores são individualistas, pensam apenas em si, enquanto, na saudável, os participantes são especialistas em tentar fazer o outro feliz. Na relação doente cobra–se muito e apoia-se pouco, na saudável dá-se muito e cobra-se pouco. Que tipo de casal o leitor forma: saudável ou doente, inteligente ou desinteligente?

Casais inteligentes têm uma mente madura, focam-se no essencial, na grandeza do afeto, na preferência pelo diálogo, pelo espetáculo do respeito mútuo, enquanto casais desinteligentes valorizam o trivial, discutem por tolices, dissipam a sua energia psíquica com pequenos estímulos stressantes, são rápidos a acusar-se e lentos a abraçar-se.

Casais inteligentes enriquecem o território da emoção, valorizam o que o dinheiro não pode comprar, enquanto casais desinteligentes, mesmo quando enriquecem, empobrecem. Como? Empobrecem dentro de si, pois dão uma importância excessiva àquilo que o dinheiro consegue conquistar e não a si próprios.
Casais inteligentes mapeiam e domesticam os vampiros emocionais que sugam a sua alegria, espontaneidade e romance, enquanto os casais desinteligentes escondem os fantasmas nos porões da sua mente.

Organize a sua casa, arrume a sua cabeça!!!

Uma casa arrumada trás tranquilidade e equilíbrio emocional, mais, melhor gestão de tempo.
Conseguindo organizar a sua casa é mais fácil alterar pequenos hábitos e rotinas, e com isto
ganhar tempo de qualidade para fazer o que realmente lhe dá prazer.

Sabia que ao arrumar as gavetas de sua casa, está a organizar a cabeça bem como ordenar os
pensamentos?

Então agora, depois das férias, está na hora de “pôr as mãos na massa”.

A minha sugestão é que enquanto arruma, organiza, limpa, ouça música que gosta e lhe dê
energia. Vai ajudar no planeamento.

Habitualmente, a confusão de uma casa desarrumada, é reflexo da confusão que vai na
cabeça do seu dono. Ao arrumar vai sentir-se mais organizado mentalmente, o que se traduz
num melhor planeamento e criação de objetivos.

Lembre-se sempre, espaços bonitos resultam numa Vida Bonita e arrumada. Pelo contrário,
espaços desarrumados, causam estados de tristeza, desorganização de pensamento e

instabilidade, para além de serem o espelho de que algo não está bem consigo. Não é isso que
quer, pois não?

Arrumar a casa, não é mais do fazer um inventário do que realmente gostamos. Arrumar
significa agarrar em casa objeto e perguntar se de facto ele nos inspira alegria. Perante isso, ou
fica ou vai para lixo.

Este poder de decisão, traz-nos auto- confiança. Pode pensar: “Esta camisola traz-me boas
recordações?”. Se a resposta for não, desapegue-se e deite fora.

Pode parecer-lhe estranho, mas ao conseguir ter esta confiança nas suas decisões, vai também
conseguir muito mais facilmente atingir os seus objetivos.

De acordo com o Artigo publicado na Vichy, e escrito por nós. Sugerimos 5 conselhos para ser
mais organizado.
“Voltámos do verão com uma necessidade imperiosa de organização. As ideias surgidas nos
dias livres não nos saem da cabeça e o ritmo alucinante de Setembro, com e-mails a cair a cada
5 segundos, faz soar o alarme: Arrumar o quarto, o escritório, a casa e até os armários da casa
de banho. Tudo para (re)começar com o pé direito. Mas será que chega?

Uma coisa sabemos, a organização é decisiva para um dia-a-dia mais calmo e uma diminuição
dos níveis de stress. Mas será que sabemos realmente como fazê-lo? Uma coisa é certa: exige
compromisso, prática e foco. Mas não se preocupe: vamos ajudá-la a fazê-lo com sucesso, do
princípio e em 5 pontos. 3-2-1. Está pronta?

Agora depois da férias
Nº1 Aponte e faça listas
Atenção, estamos a falar de algo metódico e não de 20 listas em cadernos diferentes. Utilize
um único local para apontar, smartphone ou caderno, e ande sempre com ele na carteira.
Fazer uma lista é uma boa forma de economizar tempo e de selecionar o que realmente é
importante para si, hierarquicamente. Colocar os assuntos por pontos retrata a organização de
hábitos, projetos, desejos e até de necessidades. Quem não se lembra da lista de prós e
contras dos filmes de adolescentes para escolher o homem certo? Sabemos que hoje já não
precisamos desse tipo de apontamentos, mas saiba que a lógica nem era assim tão desprovida
de sentido. Até porque “definir os passos para cumprir um objetivo é meio caminho andando
para lá chegar”- explica Bárbara Ramos Dias. E, claro, não se esqueça de riscar tarefas, é um
processo que até pode até ser relaxante. Já alguma vez chegou a casa com tudo comprado de
uma lista de supermercado onde estava tudo? Além de poupar dinheiro, não corre o risco de
se esquecer dos ovos para aquela tarte especial.

A lista das listas : Todas as áreas da nossa vida podem ser listadas: casa, trabalho, saúde,
beleza, desejos, hotéis, livros para ler. Há sempre bons pretextos para listar. Mas como é que
pode garantir que realmente cumpre aquilo que escreveu? Além do compromisso consigo
mesma, que acabámos referir, podemos ainda recomendar-lhe aplicações para lhe dar o
“empurrão” de que necessita, tais como a Wunderlist, a Keep ou a Notes. Estas aplicações vão
relembrá-la daquilo que tem « por fazer », vão ajudá-la a definir objetivos, vão acompanhar o
seu desempenho, apontar as suas notas e ideias e, até, sincronizar tarefas com os seus
familiares e amigos.

N°2 Deitar fora, dar, selecionar… Agora!
Escolher. Bem sabemos o quanto uma peça pode parecer ser importante, mas quer um
conselho? Faça a seguinte questão: Há quanto tempo não usa esta peça? Esta pergunta é
válida para livros, cds, papéis, utensílios de cozinha,… São realmente importantes? Utiliza
tudo? É certo que há coisas que têm valor sentimental, mas duvidamos, seriamente, que tanta
emoção caiba nas suas gavetas. Verá que quando começar a fazer uma seleção do que
realmente precisa e a libertar espaço nos seus armários, tudo vai começar a parecer mais
organizado “Ao arrumar as gavetas da sua casa, estará, em simultâneo, a organizar a sua
cabeça e os seus pensamentos. Sentir-se-á melhor e a sua autoestima ficará reforçada.» –
Explica a psicóloga Bárbara Ramos Dias. Outro ponto importante, em todo este processo, é a
separação da roupa por estações. Pode utilizar sacos de vácuo para colocar as suas roupas
numa caixa própria até à próxima estação e ainda vai sentir o cheirinho a lavado passados
vários meses.
Sabia que? Ao mesmo tempo que toma decisões importantes e faz escolhas, está a trabalhar
sobre a sua confiança. Segundo a especialista “ter iniciativa em relação a itens próprios, decidir
se ‘ficam’ ou ‘vão’, reforça a sua confiança – útil para outros setores da sua vida”.

N°3 Crie e gira o seu próprio tempo
A gestão do tempo: este é um tópico que daria « pano para mangas »! Comece por fazer um
mapa de horas e tome nota do tempo que gastou alocado a cada projeto durante uma
semana. Seja verdadeira. Quanto tempo levou a ler e-mails? E quanto tempo perdeu a ir de
uma reunião para outra? Quantos minutos esteve ao telefone com uma amiga? E a fazer o
jantar? Aponte tudo, seja minuciosa. Garantimos-lhe que vai encontrar alguns focos de má
gestão rapidamente. Se fizer esta ação durante um mês vai, igualmente, ajudá-la a perceber o
que lhe « tira » mais tempo e o que, por outro lado, está a fazer de forma correta. A partir
desta análise, poderá reequilibrar e gerir tudo melhor. E atenção: não se esqueça de registar
os minutos passados nas redes sociais ao longo do dia. É provável que se surpreenda com o
número de horas que isso representa ao final de um mês.

N°4 Trabalho de grupo
Sabe como é importante trabalhar em equipa, mas provavelmente não tem a noção real do
quanto pode ajudá-la a gerir melhor o seu bem precioso: o tempo. Um dos princípios mais

importantes da organização é saber delegar. Seja em casa, seja no escritório. Organizar o
mundo à sua volta tem de começar com pequenos gestos e nada como utilizar a sua família
como cobaia.
Comece por ensinar aos seus filhos a importância de fazer todas as tarefas de casa e troque
“serviços” com eles. Faça tudo por etapas e vai ver que ao fim de uns tempos já verá os
resultados.

N°5 Um lugar para cada coisa
Não guarde uma cópia de cada objeto. Ordene por tema e em caixas personalizadas a gosto
(por exemplo, pode forrar com recortes de revistas algumas caixas de sapatos que já não usa e
depois plastificar). Assim, poderá organizar os seus batons, medicamentos, o seu kit de costura
ou de DIY.
No seu closet, mantenha as roupas arrumadas por género e cor (casacos, blazers, vestidos,
saias, blusas) e o mesmo se aplica às suas gavetas. Aplique pequenas divisões / separações
para organizar a roupa interior, as meias, os lenços ou os cintos. O objetivo? Não sobrepor! Já
sabe que é o primeiro passo para voltar ao seu ex-caos « organizado ». Além disso, vai reparar
que quando sabe onde está tudo, poupa muito tempo. “Uma casa arrumada traz
tranquilidade, equilíbrio emocional e proporciona uma melhor gestão de tempo. Ao organizar
a casa o processo de  alterar pequenos hábitos e rotinas torna-se mais simples. Ganhe tempo
de qualidade e faça o que realmente lhe dá prazer. »- Remata a psicóloga.”
Ao arrumar armários, gavetas e deitar fora o que não lhe inspira alegria, vai dar-lhe confiança e
organização ao mental para o dia a dia.

Comece já e envie as fotos do antes e depois.

Partilhe conosco!

Pepitas de alegria,
Bárbara Ramos Dias
Psicóloga Especialista em Clínica e Saúde

Adeus “Depre”, até nunca!

Portugal é o país do “vai-se andando…”, “mais ou menos”, “vou como deus quer…”, “uns dias mal… outros pior…”, “tudo me acontece”, “não merece a pena…”. Stop! Vamos pensar juntos, com este clima maravilhoso, com este sol e mar, o que nos falta? Porquê tanta melancolia, angústia, tristeza e ansiedade? 

Cada um saberá as suas razões, mas acima de tudo, cada um terá de saber enfrentar e dar a volta à questão, com pequenas alterações no seu dia a dia. Onde estão as suas forças? Onde as pode ir buscar?

O desafio é que a maioria das pessoas, vive das lembranças do passado, ou a pensar no que quer ter ou ser no futuro. Vamos aprender a focar no presente? Feche o ciclo mau, feche as portas encravadas, encerre o capítulo e siga em frente.  Saboreie e agradeça o que tem, em vez de sonhar com o que poderia ter. Verá que a vida lhe dará muito mais.

As causas da depressão são distintas, poderá advir de um acontecimento traumático, mas também pode ter origem na falta de alguma substância química no organismo, nomeadamente serotonina, dopamina, endorfinas, ou mesmo noradrenalina que prejudica o sono, provocando insónias.

A boa notícia é que podemos encontrar a produção destas substâncias em pequenos hábitos diários, que podem passar a fazer parte do seu quotidiano (rir, abraçar, caminhar, sexo, alimentação, entre outras que irá ver no quadro abaixo). É uma questão de hábito. E o hábito gera-se em 21 dias. O importante é não desistir!

Como fugir da depressão fazendo pequenas coisas no dia a dia?

  1. Pelo menos 10 minutos por dia, faça algo que gosta muito. Está perdida e não sabe o que a faz feliz?  Lembra-se daquilo que lhe dava prazer em criança. Acredite, é o mesmo que a vai fazer feliz hoje! Era correr? Andar bicicleta? Desenhar? Saltar à corda ou no trampolim?
  2. Foque no positivo e não no negativo (PPP- pensamentos positivos permanentes); Frasco dos positivos (colocar todos os dias um papel de gratidão num frasco, e só abre passado 1 ano)
  3. Exercício físico
  4. Fazer massagem uma vez por semana
  5. Banho no mar
  6. Abraços verdadeiros (oxitocina)
  7. Fazer Meditação diária
  8. Investir na Alimentação que baixa os níveis de stress (brócolis, abacate, espinafres, laranja, alface, maracujá, muita água para hidratar o cérebro)
  9. Caminhadas ao sol e perto do mar (serotonina)
  10. Brincar e divertir
  11. Almoçar, lanchar ou tomar café com amigas
  12. Focar na respiração (exercícios)
  13. Praticar mais Sexo
  14. Saborear Chocolate 
  15. Rir e contato com natureza
  16. Psicoterapia semanal
  17. Reflexologia

 

Agora que já sabe, vamos evoluir? Quais as alterações que se compromete comigo e consigo a praticar? Lembre-se: depressão é diferente de estar triste. Tem uma depressão que carece de apoio psicológico para ter novas ferramentas?  Foi ao médico e necessita medicação? Se não, se é uma situação mais leve, força, todos conseguimos o que queremos, temos é de querer, e isso às vezes é o mais difícil! 

Psicóloga Clínica, Especialista Adolescentes

Bárbara Ramos Dias

A importância dos livros no desenvolvimento das crianças, não só em termos culturais, como emocionais e sociais

A leitura começa muito antes de as crianças saberem ler, por isso os livros devem fazer parte, desde cedo, do contexto infantil e familiar das crianças. Todo o contexto, quer familiar, quer educativo da criança deve proporcionar-lhe oportunidades que lhe permitam o contato com a leitura. Essas experiências agradáveis com a literatura devem ser convenientemente planeadas de modo a desenvolver na criança uma atitude positiva e de prazer pelos livros. Por isso, é papel dos pais e cuidadores introduzirem este hábito desde cedo, quer seja lendo para e com os filhos, ou dando o exemplo. O livro é um grande elo de aproximação entre pais e filhos, servindo como ferramenta para o diálogo, aprendizagem, além de ser um momento único de carinho, afeto e troca.

A leitura desempenha um papel educativo, recreativo e cultural. Um livro pode ser uma fonte de prazer, no entanto poderá ter uma ação mais profunda por ser uma fonte de enriquecimento, que favorece o desenvolvimento, a criatividade, a imaginação, o sentido crítico, a empatia, e permite que a criança entre em contato com o pensamento humano. Através da leitura, a criança aprende a língua, aumenta a cultura geral e expande os seus horizontes.

Na infância, a leitura é extremamente importante, pois é capaz de provocar sentimentos (promovendo competências de gestão emocional), promover associação do mundo imaginário a situações que as crianças vivem no cotidiano, ampliar a compreensão da realidade.  

 

10 Benefícios em ler com seus filhos:

  1. A empatia despertada pela narrativa gera uma reflexão para a criança e estimula seu desenvolvimento emocional;
  2. Aumenta a capacidade de concentração e atenção;
  3. Estimula a criatividade e as habilidades linguísticas, de memória e conhecimento dos pequenos;
  4. Amplia o vocabulário da criança;
  5. Ajuda no desenvolvimento da linguagem tanto escrita quanto oral;
  6. Aumenta a habilidade da escuta ativa;
  7. Estimula a imaginação e aguça a curiosidade;
  8. Provoca o senso crítico da criança;
  9. Ampliam várias conexões cerebrais que despertam hormonas do prazer e do relaxamento;
  10. Ajuda a criança a relaxar e a dormir melhor.

A importância do brincar na vida do teu filho

Quando eu era miúda, brincávamos na rua horas a fim, até nos chamarem á hora de jantar. Era apanhada, às escondidas, elástico, a tocar às campainhas e fugir, a atirar balões de água, lá íamos nós de bicicleta de um lado para outro, a quebrar regras e a testar limites. Subíamos árvores, íamos a locais abandonados, caiamos e levantávamos,  criávamos brincadeiras, apanhávamos fruta, lembro-me dos figos e amoras, num sítio que claro hoje é só prédios, lembro-me até de beber água de uma fonte  externa assim que aprendíamos. O difícil era saber o que íamos fazer no dia seguinte. Havia sempre um milhão de coisas para fazer.

 

Nos dias de chuva, ou se tínhamos de ficar em casa, haja criatividade, agarrávamos na lista telefônica e “estou Sr. Coelho’ era para dizer que já temos aqui as suas cenouras!”, “estou Sr por… ou jogávamos cartas, íamos ao vídeo clube buscar filmes de terror e  víamos filmes alugados com pipocas e bolos, jogávamos ao jogo do copo, era só disparates próprios da idade. Alguns de nós já tínhamos os jogos ligados à rádio das cassetes e fazia um barulhão incrível. 

Hoje sinto que os miúdos não sabem brincar, limitam-se a estar fechados no seu mundo do tablet, onde as séries substituem as próprias vivências… Conversas nas redes digitais são mais importantes do que confrontos cara a cara e abraços.

 

Hoje não existe porque? Porque a tecnologia invade a nossa vida de forma massiva na vida, trabalhamos e vivemos a uma velocidade louca.

Benefícios de brincar na Rua

  •  Combate a obesidade;
  •  Conhecimento do corpo
  •  Estimula o otimismo, cooperação e negociação
  •  Estabelece regras e limites
  •  Capacidade de resiliência
  •  Promove a criatividade e imaginação 
  •  Atenção e autocontrolo
  •  Acaba com tédio e tristeza
  •  Incentiva trabalho em equipa
  •  Instiga raciocínio estratégico

A culpa de ter culpa

Todos nós já vimos a típica publicidade de mulheres e homens super-heróis. Conseguem acordar cedo, fazer exercício, tomar um pequeno-almoço saudável com ovos, fruta fresca e pão feito em casa sem glúten, levar os filhos à escola, ir para o trabalho e ser produtivo durante as oito horas obrigatórias, voltar para casa, fazer jantar e ainda ter tempo para os filhos e companheiro, para no dia seguinte repetirem a mesma rotina perfeita. Quer sorte, mas nem todos assim, e ainda bem, somos humanos!

Basta sairmos de casa, ligarmos o rádio ou a televisão para sermos bombardeados com anúncios que nos apelam a ser diferentes do que realmente somos.  A verdade é que estes estímulos levam a que nos sintamos insuficientes, que tentemos alcançar um padrão inalcançável, que se traduz em insatisfação, frustração, e falta de confiança nas nossas vidas. 

“Realmente, eu poderia trabalhar mais, eu poderia dar mais atenção aos meus filhos, eu poderia emagrecer aqueles 5 quilos a mais. Hoje em dia, com a enorme quantidade de informações às quais temos acesso, é natural sentir culpa por comer o chocolate de que tanto gosta, por tirar um dia de folga ou por não ter tempo para dar a atenção que desejava a alguém….”, entramos na ditadura do “devo/tenho que, devia, se eu quisesse eu podia. O que nos leva a pensar: “quero realmente” e caímos no poço do perfeccionismo, no qual defeitos não são aceitáveis e erros são imperdoáveis. Parece não haver meio termo: ou se é perfeito e faz-se tudo bem, ou não se é nada. Feliz ou infelizmente, a busca pela perfeição é irrealista e só nos traz frustração e sentimentos de fracasso. Erros fazem parte da vida; são os erros que nos ajudam a crescer e a aprender a ser e fazer cada vez melhor. Se não erramos, é porque não experimentamos, porque não arriscamos e vivemos.. 

Uma das consequências certas do perfeccionismo é a culpa: culpa por não ter tempo para tudo, culpa por não ser boa mãe, culpa por não conseguir ser melhor, culpa por não conseguir corresponder a todas as expectativas que depositam em nós. Enfim, culpa por sentir culpa. Este sentimento surge quando valorizamos muito as nossas falhas, erros e imperfeições em vez de apreciar todos os aspetos bons que temos e de que nos devemos orgulhar.  É só trocar o ponto de foco, do negativo para o positivo.

É o autojulgamento que leva à culpa. Este é um sentimento de remorso que experienciamos por algo que fizemos ou sobre o qual nos sentimos responsáveis. Isto pode tirar-nos o sono e uma boa parte da nossa autoestima por não nos sentirmos suficientes. 

Por exemplo, se tem filhos deve rever-se na situação de alternar todo o tempo sentimentos contraditórios, como o amor incondicional e uma culpa atroz por achar que não faz o suficiente por eles.  Muitas vezes, em consulta, chegam-me pacientes, (habitualmente mães) que falam da culpa que sentem de não ter tempo para os filhos, não ter paciência ou de, por vezes, não apetecer “celebrar” o amor, ou culpa de gritarem muito, de estar sempre cansadas. Vamos parar e pensar: se dedicarmos algum tempo do nosso dia- nem que sejam 10 minutos- a nós mesmos e a fazer alguma coisa de que realmente gostamos, não teremos mais disponibilidade para os outros que nos rodeiam?

 Faça uma pausa e faça uma lista de pelo menos três coisas de que gosta de fazer. Já as anotou? Agora pense numa altura do dia em que tenha mais disponibilidade e probabilidade de as conseguir fazer, um momento só seu durante o dia. Não é difícil, é uma questão de gerir o seu tempo, organizar-se e falar com as pessoas com quem mais convive sobre a necessidade de reservar uns minutinhos consigo mesma. Isto não é um ato de egoísmo, mas sim de amor-próprio.

Nos tempos atuais, a maioria de nós é muito atarefada, envolvida em atividades profissionais, sociais, estudos, tarefas do lar, e claro, com os cuidados com os nossos pequenos. Devido a isto, muitas mulheres sentem-se culpadas por não poderem participar tanto na vida dos filhos quanto gostariam. Na nossa sociedade instituiu-se o seguinte: o pai sai para trabalhar e a mãe fica com as crianças. Esta premissa já sofreu grandes mudanças mas ainda hoje são as mulheres que se sentem responsáveis pelos cuidados com os filhos. É um resquício de passado que infelizmente ainda se mantém nos dias de hoje. 

Ao invés de se afundar em culpa, deve refletir sobre alguns aspetos envolvidos neste sentimento:

  • Diferencie o que você gostaria de dar aos seus filhos em termos de dedicação de tempo e carinho, do que eles realmente precisam. 
  • Lembre-se de que períodos de separação- quando não exagerados- são saudáveis e contribuem  para a relação. 
  • Não se esqueça de que crianças têm alto poder de adaptação. 
  • Saiba que mesmo filhos que passam muito tempo com as mães pedem para ficar ainda mais tempo com elas.
  • Quando estiver com os seus pequenos, esteja presente no momento, saboreie e aproveite cada momento.

É humanamente impossível dar conta de tantas cobranças, expectativas e responsabilidades que colocam sobre nós, tornando-nos culpados e devedores de dívidas impagáveis que nem sempre fomos nós que criamos. Essas cobranças surgem da sociedade. 

Outra das grandes fontes de culpa que observo nas minhas pacientes é o ócio, o momento só delas. Ainda hoje temos dificuldade em usar os momentos ociosos e decidir o que fazer com eles. Tempo livre virou sinónimo de tempo que ainda não foi preenchido por alguma atividade produtiva. O trabalho tornou-se ubíquo com a ajuda do smartphone, e o período de lazer tornou-se, como alguns chamam, “a terceira jornada” em que corremos atrás do entretenimento como se fosse uma tarefa obrigatória, um momento a ser vivido ao máximo, de buscar intensas experiências.  Mas e o descanso? E o prazer?

O ócio, o prazer de fazer absolutamente nada, foi totalmente engolido pela rotina agitada do dia-a-dia. Ter pavor de férias e considerar-se inútil ao “estar à toa” são sentimentos cada vez mais comuns.  Quanto mais desenvolvemos táticas de fuga para não ficarmos sozinhos com os pensamentos, mais surgem movimentos, estudos e especialistas que reforçam a importância do tempo livre para fazer o que se gosta e o que se quer, e o mais importante: sem culpa e sem qualquer objetivo. O grande problema é ocupar-se compulsivamente. 

O ócio, no seu sentido mais puro, é o luxo de poucos.: “Tem de se impor, delimitar os horários e dizer, este é o meu momento comigo mesmo.” A maioria das pessoas se atém aos mesmos programas de sempre: churrasco, tv, internet. Durante o tempo livre, as atividades são buscadas por uma característica cultural, comodidade, modismo ou para agradar amigos e família e não para o próprio bem. Porém, a grande sacada é encontrar alguma atividade que agregue aprendizado intrinsecamente. São momentos que exigem exatamente a energia e habilidade que a pessoa está disposta a desprender. Isso proporciona uma calibragem, o equilíbrio do próprio ser.

Ouvimos muito em consultório as expressões: “o tempo é curto” os dias estão a passar muito rápido, “não tenho tempo”. Talvez você mesmo já tenha usado estas expressões quando não conseguiu finalizar alguma tarefa ou quando ficou sobrecarregado no trabalho. Mas compreenda que o tempo não mudou, ele ainda é o mesmo para todos nós. A sensação de que o tempo está acelerado, na verdade, é a percepção que temos em determinado momento, conforme o nosso estado mental. O que tem aumentado são os compromissos, os desafios, a concorrência entre as empresas, a quantidade de informações e de responsabilidade no trabalho e na vida. O que acelera é o ritmo da vida. 

O tempo é neutro, são 86.400 segundos, 1.440 minutos e 24horas por dia para todos nós. Então as lamentações de falta de tempo e a culpa  não nos vão ajudar a lidar com as pressões do quotidiano. Basta! É preciso aprender a gerir-se a si mesmo, a controlar a ansiedade, saber dizer não às coisas que não são importantes em determinados momentos, abandonar a procrastinação e trocar a pressa por competência, pois a pressa é sinónimo de despreparo e desorganização. Também é necessário aprender a administrar melhor as tarefas, aprender a organizar-se e a planear melhor.  Ninguém tem o poder de mudar o tempo, a maneira como nos organizamos é que determina o nosso êxito. Por outro lado, é essencial aprender a trabalhar em equipa. Quando sabemos trabalhar em equipa somos mais produtivos. As pressões do dia-a-dia são superadas com mais facilidade quando existe um grupo de pessoas conscientes da importância da união, do foco comum e da boa comunicação entre elas para otimizar os resultados. Não queira abraçar o mundo. Divida as tarefas maiores em pequenas etapas. Delegue quando for necessário. Temos que nos lembrar que o sucesso não se alcança sozinho. Não confunda emergência (imediatamente) com urgência (é inadiável- não se pode adiar durante algum tempo). Se está cheio de tarefas urgentes, faça um mapeamento para identificar as causas dessas urgências. Na maioria das vezes as tarefas são urgentes porque eram importantes, mas, por falta de organização, planeamento, ou comunicação, tornam-se urgentes. Por isto, planeie as tarefas importantes, definindo um prazo de execução. Tenha foco e termine o que começou. Observe os seus hábitos, você pode estar permitindo alguns desperdiçadores de tempo que tiram o foco.  Saiba trabalhar com antecipação. Isso não significa atrair problemas, ou viver focado demasiadamente no futuro, mas é visualizar as soluções com intuito de se preparar para dar a melhor resposta diante dos desafios que surgirão. 

A culpa é omnipresente, todos nós carregamos um pouco desse mal nas nossas vidas. Porém, sentir-se culpado não resolve problemas, pelo contrário, o sentimento de culpa pode causar-nos diversas dificuldades como: autopunição, submissão, estagnação, depressão e dificuldade em sentir prazer. 

 

Dicas “Livre-se da culpa”:

  1. Aceite as suas imperfeições; 
  2. Desenvolva a auto responsabilidade. Cuide-se, aceite-se e ame-se e assuma a responsabilidade dos seus atos.
  3. Não viva da aprovação alheia. 
  4. Viva no presente! A culpa é um sentimento que vem do passado. Mude as suas atitudes do presente e crie um novo futuro para si. 
  5. Saiba que há coisas que estão fora do seu controlo, não tem de sentir culpa por isso. 
  6. Escreva sentimentos num diário (e.g.: estou a sentir-me sobrecarregado pela culpa e tristeza. Não consigo parar de pensar nisso. A tensão está a causar-me dores de cabeça e mal estar”)
  7. Esclareça exatamente o motivo pelo qual se sente culpado e aceite-o
  8. Reflita sobre a possibilidade de modificar a forma como age
  9. Escreva frases que expressem a culpa e transforme-as em declarações de gratidão. As declarações de culpa começam frequentemente com “eu devia…”. Transforme estas declarações em frases que enfatizem a gratidão (ex.: transforme “eu deveria ter sido menos critica com o meu marido quando estávamos juntos” em “eu aprendi que não devo ser tão critica em minhas futuras relações”
  10. Faça afirmações diárias, declarações positivas e encorajadoras. Este método pode ajudá-lo a melhorar a autoestima e amor próprio (ex.:“sou uma boa pessoa, e mereço o perdão pelas minhas ações no passado”). Estas declarações podem ajudá-lo a dar um novo significado às suas ações e experiências.
  11. A culpa pode ser uma importante ferramenta de aprendizado para o futuro. Retirar uma lição do ocorrido pode torna-lo mais sábio. 
  12. A culpa pode tornar uma pessoa mais empática, quando ela reconhece danos das suas ações, percebendo como elas afetam os outros.
  13. É impossível mudar o passado, mas você pode escolher a maneira pela qual o passado afeta o presente e futuro. 

Ruminar sentimentos negativos de culpa pode levar a níveis prejudiciais de autodepreciarão.

 

Desafio diário:

Desafio: olhe-se ao espelho uma vez por dia e faça um elogio.

Desafio: crie uma lista de todas as coisas que já realizou na vida e celebre-as.

Desafio: finja por alguns instantes que perdeu a memoria e faça as seguintes perguntas: onde estou? O que está a acontecer neste exato momento? Como me sinto?

  Não é impossível fazer as pazes consigo mesmo, parar de se sentir culpado em vão. Temos que começar a sentirmo-nos como alguém único, autêntico e cheio de coisas boas. Quais são as suas? Você é única e não se importe com a rejeição, porque a sua autenticidade atrai as pessoas que a merecem e os outros não interessa! Fazer as pazes é possível, mas demora tempo. É difícil mudar padrões que duram há tanto tempo e é preciso paciência e um esforço ativo para os conseguir alterar. Não desista de si! Fazer as pazes conosco próprios não tem só a ver com o superficial mas com todas as crenças que nos foram incutidas ao longo da vida. Quais são as suas crenças acerca de si? Deite fora as crenças falsas acerca de si (de que não é merecedor de felicidade e paz). É hora de nos livrarmos desse grande peso, parar de nos culparmos e querermos ser iguais aos outros.  Até porque, será que os outros são perfeitos? Será que o que os outros aparentam é a realidade?

A culpa não nos pertence, por isso podemos abandoná-la a qualquer momento! Liberte-se das suas culpas, e substitua agradecimentos. A culpa nunca fará de si o ator principal, pois rouba sua a autoestima, coragem, alegria de viver e, o pior, transformá-la-á numa vitima cheia de amargura, insegurança e lamentação. 

Percorrer este caminho sozinha é mais duro! Sente que os sentimentos de culpa são avassaladores? Teremos o maior prazer em ouvi-la e ajudar a ultrapassar momentos mais difíceis. Pode contar conosco e tire as suas dúvidas, porque incertezas não traem resultados.

Dúvidas não traem resultados,

Bárbara Ramos Dias

40! O reinício da adolescência!

Adolescência é querer viver tudo intensamente, é o despertar de novas possibilidades e interesses, é querer “VIVER e sentir viva”. Quando fazemos 40 anos, parece que o universo carrega num botão no nosso cérebro, em que muda “chip”. Voltamos então ao pensamento de adolescente. 

É verdade que não temos a genica dos 20, mas somos ainda jovens, e melhor, temos muito mais maturidade para planear e saborear cada momento. É uma idade maravilhosa, começamos a pensar mais em nós, naquilo que nos faz vibrar, e que nos faz felizes. Queremos viver como se não houvesse amanhã, é tempo de pensar o que andamos a fazer. Até a forma de vestir muda.

Para mim, é a melhor fase da vida, sentimo-nos frescas, cheias de vigor e energia. Parece que até gostamos de estar sozinhas, sem dramas e lamentações. O pensamento muda e desembaraça, a intimidade é mais prazerosa, mais suave, parece que algo desperta. É como na primavera, onde as flores desabrocham, existe o brilho no céu, os passarinhos cantam, vê-se casalinhos a namorar… essas são as mulheres com 40 anos e os homens com 50.

As mulheres com mais de 40 anos são caracterizadas pela confiança que têm em si mesmas. Parece que sabemos lidar melhor com o sétimo sentido. Compreendemos que a vida é amar os outros, mas, principalmente, amar a nós mesmas.

De fato, diz-se que quando uma mulher faz quarenta anos, começa a “a pisar forte”, a ser dona dos seus passos e a balancear o seu equilíbrio emocional e pessoal. É o momento em que podemos permitir-nos a crescer, o que implica limpar as feridas emocionais, ou qualquer outra questão que tenha ficado mal resolvida na primeira metade das nossas vidas.

Por isso, a partir dos 40, começamos a entender que cada pessoa tem um papel nas nossas vidas, que algumas nos põem à prova, outras utilizam-nos, mas também não faltará quem nos ame e nos ensine. Serão pessoas que tiram o melhor de nós, mas que nos emprestam um espelho para que possamos nos ver quando necessário. Iremos lembrar-nos sobretudo, de cada uma das aprendizagens extraídas. 

Focamo-nos mais em nós e no que ainda queremos fazer. Lembro-me de pensar “estou a metade da minha vida útil… o que quero ainda fazer?” Vesti jardineiras, fiz umas tranças e lá fui eu para o stress do dia a dia, feliz por ter 40 anos”

VANTAGENS de ter 40 anos <3

  1. Mais maturidade e mais sabedoria; 
  2. É fazer loucuras, sem culpa no dia seguinte; 
  3. O pensamento muda, mais desembaraçada
  4. Até o riso parece mais palerma, mas mais atento e misterioso;
  5. Suavidade e serenidade e até brilho nos olhos;
  6. Tem mais experiência, mais autoconhecimento e por isso mais confiança;
  7. Sente-se mais bonita e sensual, com muito mais charme;
  8. Existe mais a noção do que quer e o que não quer, e por isso planeia novos objetivos com maior clareza;
  9.  É altura perfeita para novos projetos, é a fase da autor realização, graças ao equilíbrio entre corpo e mente, corpo e mente;
  10. Consegue ultrapassar desafios com mais facilidade;
  11. Mudança de certos hábitos, até no vestir e no simples café pela manhã;
  12. A mulher com 40, cuida-se mais, propõe-se a novas metas e arrisca novas possibilidades;
  13. É querer viver e sentir-se viva, namorar, sair, passear, sentir amada. Até a postura nos relacionamentos muda;
  14. É querer aproveitar cada 10 minutos e saborear como se fossem os últimos 
  15. É a idade do equilíbrio, da busca do equilíbrio emocional, psicológico, físico e espiritual;
  16. É como voltar à adolescência, mas com muito mais “bagagem”;

Bárbara Ramos Dias

Usas o stress como AMIGO ou inimigo? Sabias que o stress pode ser o teu COMBUSTÍVEL ⛽️ para a vida?

Usas o stress como AMIGO ou inimigo? Sabias que o stress pode ser o teu COMBUSTÍVEL ⛽️ para a vida?

Olá gente crescida!

Stress é a resposta do organismo a uma situação nova.

Como mãe de 3 filhos, lido com bastante stress. Sendo assim também tenho as minhas formas para lidar com stress pela positiva, como um combustível para vida.

Se ensinarmos os nossos filhos a lidar com stress de forma positiva eles vão ter bons níveis de stress. Isto porque, existe o bom stress(eustress) e mau stress (distress). Depende de nós saber usá-lo.

Quando em Eustress, sentimo-nos energizados. Os vasos sanguíneos dilatam-se aumentando o fluxo de sangue, para ajudar o cérebro, os músculos e os membros a enfrentar um desafio — algo semelhante aos efeitos de um exercício aeróbico.

Assim, o Eustress, é um combustível para vida, dá energia/impulso para avançar com coragem; faz-nos ser apaixonados pela vida, por ideias e novos projetos; Com Eustress, reagimos, temos motivação para enfrentar desafios; conseguimos pensa mais rápido e agimos (fuga ou ataque).

Ao contrário, no Distress os vasos sanguíneos contraem-se, e a pessoa sente-se um pouco tonta. Os sintomas podem ser como os de um ataque de raiva, falar mais alto, ou sentir lapsos no raciocínio ou na lógica. As mãos e os pés podem ficar frios, à medida que o sangue flui para o centro do corpo. As pesquisas mostram que o coração bate de forma irregular, com uma série de picos, como um sismógrafo durante um terremoto.

O mau stress (distress) bloqueia a concentração, dá lapsos de memória, por isso parece que já não sabemos nada por exemplo um teste, e arrasta problemas de saúde. Estas pessoas sofrem por antecipação; têm insegurança, exaustão e até Burnout; Acomodamo-nos, não saindo do lugar; O distress impede-nos de sair da zona de conforto.

Este artigo surge a pedido de diversos pais, por isso aqui vai. É baseado na minha experiência de mãe de 3 filhos, de tia de muitas outras e psicóloga há mais de 20 anos.

Enquanto mãe, quando os meus filhos estão em stress, ensino a respirar fundo contar até 10, suspender e expirar com força, 3 x, ou fazer o exercício de respiração com a barriga. Se ainda estiver muito stressado, beber 2 bons copos de água para hidratar o cérebro. Hidratando o cérebro os níveis de stress baixam brutalmente. Há também alimentos que ajudam, como banana, espinafres, chocolate preto, brócolos, maracujá, laranja, infusão de camomila. Nestas fases de maior ansiedade e mudanças, tenho mais atenção à alimentação.

Dicas para lidar com stress como combustível:

  1. Alimentação cuidada e muita água (menos açucares e refrigerantes, melhoria dos alimentos);
  2. Viver no aqui e agora aprender a saborear cada momento lentamente como se fosse um pedacinho de chocolate a derreter lentamente no céu da boca, e não engolir e trincar;
  3. Tirar 10 minutos por dia pelo menos para fazer uma coisa que goste muito (ex. ler, banho relax, massagem, eu salto no trampolim e ando de bicicleta.
  4. Hábitos regulares de sono (8 a 10 h de sono);
  5. Prática de exercício físico ou Yoga;
  6. Multireflxologia (auto-exercícios que ensino);
  7. PPP – pensamento positivo permanente;
  8. Ter atitude de Sucesso e não de vítima;
  9. Brincar e fazer coisas criativas (desenho, trabalhos manuais, costura criativa, escrever…);
  10. Rir, beijar, abraçar (produz serotonina e oxitocina, a hormona do prazer, fazendo com que baixe os níveis de cortisol);
  11. Ouvir música, leva-nos a boas memórias;
  12. Saber ouvir os outros, gerir conflitos pela positiva;
  13. Saber gerir tempo, planear e organizar tarefas – Cronograma;
  14. Contemplação, Respiração e Meditação (Higiene mental Higiene/Limpeza mental;

Viagem da Mente; Voltar para dentro; Desintoxica lixo mental; Respiração (ensino estas técnicas);

Estes são aspetos que penso serem essenciais no combate ao Stress, pelo que devemos ensiná-los aos nossos filhos. Em consultório surgem muitos adolescentes que sofrem de stress e alguns até de ataques de pânico.

Quando os nossos filhos sofrem de stress, surgem como:

Baseada na minha experiência enquanto mãe e de Psicoterapeuta ao longo de 20 anos, fui ouvindo determinadas queixas dos pais, que nos leva a pensar em stress ou traços de ansiedade.

“Não consigo comer”

“Não tenho sono” ou “Parece que estou sempre com sono”

“Não me apetece levantar, não tenho motivação”

“Será que estão lá as minhas amigas?… as professoras serão boas? E se não gostar da professora”

“Achas que vou para ATL para melhorar notas?”

Quem me vai buscar todos os dias, tu o pai ou avó??

“Se não gostar do almoço da escola, posso levar de casa?”

Nas férias, a sua filha fala sobre a escola? Já compraram material escolar?

Começa a falar nesta altura, nas férias consegue saborear agora já está em stress. Já compramos algumas coisas, mas ainda falta 15 dias. Vamos fazer com calma.

Como giro enquanto mãe:

 

Como mãe procuro ter muita calma, se não com 3 filhos quem fica em stress sou eu. Tiro os momentos para mim, faço exercício, nem que seja as minhas caminhadas à beira mar ou massagem. Planeio, escrevo e organizo muito bem o nosso dia.

Adoro desafios, gosto de viver com bom stress Eustress, é mesmo o meu combustível para a vida. Quando não estou em stress até me parece estranho.

Todas as crianças, apesar de poder achar que não, gostam e precisam de regras e limites muito bem definidos e rígidos, mas sempre com muito amor. Assim, sentem-se mais seguros. Pode dizer algo como:

“É porque gosto muito de vocês que estabeleço estas regras” Hora de deitar é 21.30h, jantar às 19.30h/20h. Não saem de casa sem fazer a cama, tomar pequeno almoço, tomar banho, lavar os dentes, etc”, aquelas coisas de mãe;) As mochilas e roupa preparam na véspera para ser mais rápido de manhã.  Mas nisso a mais velha é muito organizada, e já parte dela fazê-lo, já aprendeu o pior é o meu filho do meio 😉 gosta de testar limites;)

Telemóveis não entram no quarto. Claro que agora no verão não é assim, até porque me dizem logo que ainda é de dia, porque vão jantar;)

A hora de levar e buscas à escola é motivo de grande stress lá em casa. Faço questão de os levar à escola, mas nem sempre consigo ir buscar. A F. tem alguns receios que a deixam ansiosa. “És tu que me vai buscar ou o pai? Não te esqueces….” Todos os dias faz as mesmas perguntas e envia sms “Mãe, gosto muito de ti, lembra-te que é ás 15h30 que me vens buscar” ou “Mãe aconteceu qualquer coisa (boa ou menos boa) ……. e lembra-te é às 15.30H”. Nunca falhei, atrasei, ou me esqueci, ela sabe, mas necessita desta segurança para não ter stress. É uma coisa dela, e que eu aprendi a respeitar e dar essa segurança que ela necessita. São personalidades. Os outros 2 não sentem esta insegurança, sentem outras;)

Eu própria, aprendi a gerir o meu stress. Tenho a sorte de ter horário livre, sou eu que giro, organizo-me com horário do meu marido e dos miúdos na escola. Às vezes vou buscá-los à escola, lancho com eles, depois ficam com pai enquanto vou dar ainda algumas consultas ao fim da tarde. Tudo é questão de organização e gestão de tempo. E também temos a sorte de ter muito apoio das famílias, vivemos todos muito perto.

Além disso faço como disse em cima, organizar horários, fazer cronograma da semana onde tenho (muitas cores;) tempo para mim de prazer, tempo para família e casa, namoro, trabalho, lazer e amigos…

Se eu estiver bem, estamos bem os 5, se não é mais difícil, por isso é bom eu ter o meu tempo de prazer. Eu e meu marido, como casal com muitos anos de casamento e 3 filhos é preciso saber gerir muito bem o stress. Cada um tem as suas tarefas e prazeres. O meu marido por exemplo gosta de correr no paredão, é esse o seu momento de libertar o stress. 🙂

Como Psicóloga dou muitas Formações de Gestão de Stress pela positiva nas Empresas e com professores. É só aplicar em casa o que ensino às minhas pessoas, o que às vezes não é assim tão fácil. É uma questão de aprendizagem.

Pepitas de alegria Bárbara